Como montar uma clínica veterinária

Montando uma clínica veterinária

Sonho de tantos estudantes de medicina veterinária, abrir sua própria clínica é uma ótima investida se considerar que o mercado pet vem crescendo ano a ano – e ainda há vários nichos a serem melhor explorados no setor. Contudo, para garantir resultados lucrativos nesse empreendimento, não basta ser um ótimo veterinário: é preciso pesquisar e analisar o mercado, estar sempre atento às novidades da área e planejar muito, como um verdadeiro empreendedor.

Em primeiro lugar, o profissional deve ter ciência de qual é o seu perfil dentro da área, para então definir o tipo de clínica que estará mais de acordo com suas habilidades enquanto veterinário. A clínica geral é a opção mais difundida, mas há também quem prefira dedicar seu novo negócio a especialidades como odontologia, cardiologia, oncologia, dermatologia, etc. Também é preciso definir se o novo negócio será uma clínica, consultório ou um hospital veterinário, uma vez que se tratam de empresas com funções diferentes que exigem registros distintos um do outro.

Uma boa opção para quem está começando é associar sua nova clínica a um pet shop, pois esse é outro mercado em constante ascensão, já que todo mundo que cria animais domésticos precisa sempre se abastecer de itens como ração, remédios, granulados e tapetes higiênicos. É por isso que vemos tantos veterinários atendendo em clínicas dentro de lojas de produtos para pets.

Planejamento e trâmites legais

O empreendedor que pretende abrir uma clínica veterinária precisa estar bem informado quanto às particularidades deste mercado, analisando também como funcionam seus concorrentes e ter sempre em mente formas de atrair mais clientes, além de fidelizar os já conquistados. Para isso, é necessário se dedicar bastante a fase do planejamento.

Esse planejamento pode começar com o estudo da concorrência. Depois de ter definido qual o tipo de clínica ou consultório que deseja abrir, o veterinário deve identificar outros negócios que forneçam serviços iguais ou parecidos com o que oferecerá. Além de analisar a variedade e maneira que esses serviços são disponibilizados pelos concorrentes, o empreendedor também precisa se atentar à localização dessas clínicas para identificar quais regiões da cidade têm mais carência de uma nova clínica veterinária.

Dessa forma, conseguirá abrir seu novo negócio sem bater de frente diretamente com outro estabelecimento já existente há mais tempo na mesma localidade. No entanto, caso opte por inaugurar sua clínica onde já existem concorrentes estabelecidos, a clientela poderá ser atraída com a oferta de diferenciais agregados ao atendimento veterinário.

Por falar em clientela, conhecer seu público-alvo também é parte essencial do planejamento. Para isso, uma pesquisa deve ser realizada para entender quais as principais necessidades desses tutores de pets, identificando também suas carências, bem como seu poder aquisitivo para determinar os preços que serão praticados em seu negócio.

Mas, voltando à questão da localização, analisar a concorrência não basta para definir a região onde será instalada sua nova clínica: também é essencial estudar fatores como a facilidade de acesso àquele endereço, se ele é próximo de lugares onde há uma grande circulação de pessoas e se existem estacionamentos na região, não deixando de lado os custos imobiliários.

Já quanto às questões legais da coisa, é preciso saber que clínicas veterinárias precisam necessariamente estar dentro das definições da lei para que se consiga o registro de funcionamento, tendo em mente que as autoridades também regulamentam a atividade de comercializar produtos de pet shop no mesmo local. O órgão responsável pela regulamentação de empresas de medicina veterinária é o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), que garante que todas as regras sejam seguidas pelo empreendedor para evitar o risco de problemas futuros. Essa legislação pode ser conferida no Decreto Estadual 40.400/95, bem como nas resoluções 680/200 e 670/200 do CRMV.

Estrutura da clínica e divulgação

As clínicas podem funcionar de jeitos diferentes entre si, mas algumas áreas de sua estrutura são requisitos básicos para qualquer um desses empreendimentos. Para garantir segurança, conforto e qualidade no atendimento, a clínica precisa contar com uma recepção e sala de espera, além de sala para consultas médicas, sanitários e copa. Também é preciso contar com uma geladeira para a armazenagem de vacinas e demais produtos biológicos, bem como uma unidade de conservação de restos de tecidos e de corpos de animais que venham a falecer.

Já para os que desejam oferecer uma maior gama de serviços, também é importante estruturar uma sala de cirurgia e espaço para acomodação de animais em recuperação pós-operatório, além de uma sala de antissepsia e paramentação e sala de lavagem e esterilização de materiais.

A sala cirúrgica precisa contar com uma mesa impermeável, equipamentos para anestesia, ventilação, equipamentos para oximetria, eletrocardiograma e medição de pressão arterial, iluminação adequada, aspirador cirúrgico, sistema de oxigênio e sistema de aquecimento. Já para internações, o empreendedor precisará ainda estruturar acomodações individuais fáceis de limpar para cães e gatos, separando um espaço para casos que exijam o isolamento do animal.

Quanto à divulgação, tudo começa na fachada do estabelecimento, que precisa seguir as normas locais ao mesmo tempo em que atrai a atenção dos possíveis clientes que por ali estiverem passando. Ao definir questões como identidade visual e linguagem da comunicação, quem está montando uma clínica veterinária precisa também se divulgar. Isso significa investir em mídias de publicidade, tanto as tradicionais quanto as novas mídias que chegaram com o advento das redes sociais.

Apesar do “boca a boca” ainda ser muito praticado (já que, com tanta oferta no mercado, o proprietário de pets muitas vezes acaba escolhendo seu veterinário de acordo com indicação de amigos), a internet hoje em dia dá oportunidades de divulgação eficientes e com custo relativamente baixo, em comparação com as mídias mais tradicionais como anúncios em revistas, por exemplo.

Além de divulgar seu novo negócio em redes como o Facebook e o Instagram, a web também permite um atendimento mais ágil para sanar as dúvidas da clientela, se tornando um meio indispensável para fazer seu negócio dar certo.

Custos

Mas e quanto custa tudo isso? O empreendedor precisa ter uma previsão baseada em dados reais para saber qual será o gasto mínimo mensal com locação, contas básicas (como água, energia e internet), remuneração de pessoal, estoque de matérias primas e equipamentos descartáveis, materiais de limpeza, além de gastos contábeis. Também é vital colocar no papel os custos com pessoal, desde recepcionistas e secretárias, passando por estagiários e assistentes, chegando aos veterinários e cirurgiões que serão contratados.

Para controlar as finanças da clínica, o veterinário pode contar com softwares de gestão de negócios que facilitam (e muito!) a vida do empreendedor. Um deles é o eGestor, cujo foco está nas micro e pequenas empresas. Totalmente on-line, esse programa não exige que nada seja instalado em seu computador, funcionando pelo navegador e em qualquer sistema operacional em desktops ou dispositivos móveis. Com ele, o empresário consegue administrar seu fluxo de caixa, controle de vendas e controle de estoque, além de emitir notas fiscais eletrônicas e relatórios.

Fonte: blog.egestor.com.br/como-montar-uma-clinica-veterinaria

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